Terça-feira, Abril 11, 2006

Bem-vindo: 14 de março de 2006


Depois de mais de 30 horas tentando, finalmente, consegui! Cheguei a este mundão com 50 cm e 3.175 quilos. Cabeludo, desconfiado, o nariz de bolinha do meu pai, o queixinho "Cartola" da minha mãe. Meus pais me chamam de neguinho, mas é cedo pra saber... e ficam disputando a cor dos meus olhos.

Quinta-feira, Março 16, 2006

Mais eu!!



Quarta-feira, Março 15, 2006

Cheguei!!!!







OLHA EU AI. NAO FALEI QUE EU TAVA CHEGANDO????





Sexta-feira, Março 10, 2006

Álbum de Família - Meu Padrinho

Esse é o Serginho, meu padrinho.
Escolhido pelo meu papai por seu "o cara mais rico que ele conhece". rsrsrsrs
Serginho dirige "a nave", e quando bebe pronuncia todas as palavras do Aurélio sem vogais e faz a tal da Dança do Bonecão de Posto.
Manezinho da Ilha gente boa demais.

You've got mail! - Parte 2

Uma semana depois, não consegui enganar o médico, meus pais e a Anna Luiza, amiga da mamãe. Bem que tentei fazer suspense, mas meu pai disse cheio de si e emendando uma gargalhada que como tenho a quem “puxar”, seria impossível não perceberem que era menino!

MSN
24/10/2005
19:05:45

anna para .Juli: e como esta o baby?
.Juli para anna: ta otimo. saberei o sexo na quinta
anna para .Juli: que legal! vc sabe que esta noite eu sonhei que meus pais fizeram uma festa surpresa de aniversario para mim e vc estava la. me mostrou a foto do seu baby, mas ja estava com cinco anos. era uma menina lindinha demais
.Juli para anna: ai anna, pára q vou chorar... como ela era?
anna para .Juli: estava com duas marias chiquinhas. era lindinha demais. branquinha e loirinha. acordei pensando em te contar
.Juli para anna: q lindo! adorei.
anna para .Juli: nao custumo saber o sexo dos bebes antes da hora nao...mas depois vc me conta o que e, ok? se eu acertar, foi coincidência...

You've got mail! - Parte 1

As amigas da mamãe já enviaram e-mail pra mim, ainda no barrigão e tudo!
Beijo e ;) Tia Nina

De: analyce@pontodevista.net
Enviado: segunda-feira, 9 de janeiro de 2006 21:09:34
Para: julipereira_@hotmail.com
Assunto: Lembrei de vc...

Juli, lembrei de ti amiga... e pelos nossos anos de leituras muito loucas eescritos mais loucos ainda. ;)
beijos
Nina

Poema Enjoadinho(Vinícius de Moraes)
Filhos... Filhos? Melhor não tê-los! Mas se não os temos
Como sabê-lo? Se não os temos
Que de consulta Quanto silêncio Como os queremos!
Banho de mar Diz que é um porrete...
Cônjuge voa Transpõe o espaço
Engole água Fica salgada Se iodifica Depois, que boa
Que morenaço Que a esposa fica! Resultado: filho.
E então começa
A aporrinhação: Cocô está branco Cocô está preto Bebe amoníaco Comeu botão.
Filhos? Filhos Melhor não tê-los
Noites de insônia Cãs prematuras Prantos convulsos Meu Deus, salvai-o!
Filhos são o demo Melhor não tê-los... Mas se não os temos
Como sabê-los? Como saber Que macieza Nos seus cabelos Que cheiro morno Na sua carne Que gosto doce Na sua boca!
Chupam gilete Bebem shampoo Ateiam fogo No quarteirão
Porém, que coisa Que coisa louca Que coisa linda
Que os filhos são!

Terça-feira, Fevereiro 28, 2006

Porquê Arthur?


Primeiro porque minha mãe se negou a ter um filho com o mesmo nome do casal Angélica e Luciano Huck. Meu pai queria Joaquim. Ou Delio, em homenagem ao meu bisavô. Devidamente vetadas essas opções, me tornei Arthur:

- de Arthur Antunes Coimbra, claro
Zico é o cara. Um dos maiores futebolistas, ídolo do meu pai e o maior jogador da história do rubro negro. E se bobear, ainda nasço no mesmo dia que ele: 3 de março!

- de Rei Arthur
O moleque, coroado aos 15 anos, lutava com a espada mágica Excalibur e criou a Távola Redonda. Cara bacana, reunia seus cavaleiros ao redor de uma mesa redonda, sem ponta nem cabeceiras, pra mostrar que todos eram iguais para o rei.

- de Arthur, O Milionário
Teimoso, desapegado, mas sabia o que queria: esse Arthur aí topou perder a herança de 750 milhões de dólares pra fugir do casamento com uma loira chata.

Álbum de Família - Parte 3

Tia Fe, irmã da mamãe. A Einstein da família como a foto confirma.

Milestones - Parte 1

Dia 23 de dezembro: senti o movimento das ondas na barriga da minha mamãe e ouvi o barulhinho do mar.

Feriado de 15 de novembro: visitei meus avós paternos!

Dia 10 de novembro, ouvi minhas primeiras historinhas. Fábulas de La Fontaine. Maneiro, mas prefiro os causos do meu papai e da minha mamãe. Eles parecem se divertir tanto quanto quando aconteceu.

Dia 23 de outubro: meu primeiro show de rock. Strokes! Garoa, cerveja, amigos do papai e da mamãe, os dois cantando refrões abraçados. Eu, hein. rsrsrs

No feriado de 12 de outubro, acompanhei meu pai fotografando e deu pra perceber que ele curte muito isso! Fomos pra Aparecida do Norte. Quente, movimentado, mas com pouco maluco que rendesse boas imagens, reclamou ele.

Dia 5 outubro, minha mamãe sentiu minhas cambalhotas aqui dentro pela primeira vez. E eu percebi ela saltitando de alegria também.

Dia 3 de setembro foi quando meu pai conversou comigo pela primeira vez ao voltar de viagem da Bolívia: “Aqui é o papai”, ouvi ele dizer e minha mamãe choramingar de felicidade com o carinho da barriguinha que ela insistia em dizer que tinha, mas ninguém notava.

Dia 19 de agosto: escutei pela primeira vez a voz dos meus avós maternos.

Dia 5 de agosto foi quando meu papai e minha mamãe me viram pela primeira vez: um pontinho pulsante de 2 cm. À noite, meu papai trouxe flores pra mamãe, na volta de um show que ele foi com os amigos. Ela sorriu pelas três rosas vermelhas, em vez dos copos de leite sugeridos pelos marmanjos.

Dia 3 de agosto de 2005 teve comemoração com cerveja e bingo. Testes e exames confirmaram cientificamente que eu existia!

Álbum de Família – Parte 2


Tio Thiago, Tia Thayssa e Tio Matheus - meu tio caçula! Filhos do Vovô Gilberto.

Álbum de Família – Parte 1

Tio Leo, irmão do papai. Também conhecido como pivete ou catingudo.

Dieta do Panettone

Confesso que eu tava adorando, mas o médico deu um puxão de orelhas na minha mãe. Vê se pode, essa gulosa: comia um panettone - de meio quilo! - inteiro toda noite e ainda tinha a cara de pau de dizer que a vontade era minha. Deixa eu nascer e crescer um pouquinho pra ela ver...

Meu pai é Kabul, Minha mãe é Paris

... que combinação serei eu (!?), se ouço minha mãe chamar meu pai de Shrek, meu pequeno, incrível, degustador de suspiro, neguinho, lindinho, cascudinho, hipertexto guy, bonito, bolinha.
E ele responde com minha última cocada na caixinha de papelão, Baby Boom, minha menina, maluca, meu amor, bravinha, maleta, bonita, barrigudinha, manhosa, benchmark, DF?
Cês estão me confundindo e me deixando muito curioso.
Já to me imaginando assim um ogrinho domesticado.

Arthur, o Rei das Selvas

Enfim, foi a vez de eu viajar pra Amazônia na barriguinha da minha mãe. Minha primeira grande aventura! Uma semana em que eu e ela fizemos um monte de coisas: nadar com boto rosa e boto cinza nas águas do Solimões; comemos caldo de piranha, salada de pirarucu, pupunha, ingá; dormimos feito Tarzã num hotel na copa das árvores!
Jacarés passeando lá embaixo, lua cheia e até uma macaca que nos expulsou da soneca na rede. Quero voltar um dia com meu pai pra nadar de novo! Alimentar os botos com piranha e puxar o rabo dessa macacona que tirou a gente do sossego. Ah, só faltou balançar de cipó, mas aí era maluquice demais, né não mamãe...

Presentes de viagem


Quando papai voltou da viagem da Bolívia, trouxe na mochila - que ele conta com orgulho já percorreu mais de 20 mil quilômetros de Toronto a Kabul - os meus primeiros presentinhos. Curti. Um sapato maneiro de alpaca e algumas lhamas de lã pra eu usar e brincar no meu primeiro inverno.
Valeu, paizão!

Terça-feira, Dezembro 20, 2005

Vô dar mole não



Minha mãe é linda, muito bacana e um amorzinho que cuida muito bem de mim. Mas daqui de dentro já percebi que não posso dar bobeira não. Quando ela fica braba é um bicho difícil de domar. Meu pai, pobre papai, sabe muito bem do que estou falando. Por essa foto ai vocês podem ter uma idéia do que vou enfrentar quando aprontar das minhas. Vai ser mole não. Posted by Picasa

Domingo, Dezembro 18, 2005

O menino Jaca

Vai entender!!! Pra falar a verdade, nem eu entendo. A primeira vez que manifestei minha presença por essas bandas foi como uma Jaca. É, isso mesmo. Uma Jaca! Tenho que reconhecer, é uma maneira meio estranha de dizer que você chegou por meio de uma fruta gigantesca, fedorenta, espinhenta, de gosto duvidoso e, caramba, que veio lá da Malásia. Pera, eu explico:

- Pequeno, quero uma jaca.
- Que?
- É, jaca. Agora!

Meu pai não entendeu nada o pedido no meio da madrugada, mas preferiu não discutir. Foi no supermercado às três da manhã para atender o desejo da minha mãe. Em vão. A jaca tava podre. Gritei de novo: jaaa-ca! Pobre Yan, de volta ao supermercado. Tiro n'água mais uma vez. Jaca verde. Na terceira, ele teve certeza que tinha alguma coisa ali. Quando foram ver, eu não era jaca, eu era eu. Foi assim que anunciei minha chegada: meio jaca e meio eu.

tum-tum-tum 2 - a constatação


Genética, ah, a genética. Esses dias meus pais me levaram pra fazer um daqueles exames bem detalhados. Era pra saber direitinho o que vai acontecer comigo no futuro, se já tem alguma doença na fila de espera... essas coisinhas. Pra parentada, notícia boa: to limpão. Nada a curto prazo. Mas deixa eu contar o mais impressionante: eles pediram uma ultra-hiper-super-maxxi-mega-moderna ressonância magnética ilustrada e colorida da caixa. Minha não entendeu direito a variação de matizes. Mas meu pai percebeu na hora o que era aquele rubro e aquele negro batendo candenciado, forte e, tenho que repetir, graficamente lindo.

tum-tum-tum


Até parece a seleção de 81. Cadenciado, regular, forte, graficamente bonito. Não comecem a pensar em Tóquio, por favor. É só meu coração. E não me venham com coraçãozinho. É CORAÇÃO.

Sábado, Dezembro 17, 2005

A bonitona e o balofo


Esse gorducho aí de cima e a bonitona do lado dele são as razões de eu estar aqui hoje. Sem eles, nada de Arthur. A gente ainda não se conhece cara a cara, mas logo, logo vamos nos encontrar. Pra implicar um pouco, no começo vou fazer uma manha. Chorar loucamente nos primeiros dias, reclamar de tudo - afinal de contas, tenho a quem puxar - e fazer uma sujeirinha aqui e ali. Apesar desse início meio conturbado, chego sabendo que eles vão me adorar. Não vou fazer cerimônia não. Vou chegar exigindo a coroa e o cetro da vida deles. E sei que eles vão me dar. Afinal de contas, não foi à toa que eles escolheram esse nome pra mim. Já sou rei na barriga.

Esse aí sou eu


Deitadão, esparramado em líquido amniótico e chupando dedo. É isso que ando fazendo nos últimos meses. Ou seja, curtindo a vida adoidado. Apesar que ultimamente ando me exercitando um pouco pra encarar o mundão lá fora. Tenho me especializado nos chutes, até porque, como vocês sabem, já tenho nome de craque. Mas vou devagar, porque a zaga por aqui é dura. São 12 pares de costelas marcando cerrado. Aquelas duas lá de baixo, vou dizer a verdade, me deram uma entrada meio desleal semana passada. O juiz fez que não viu, mas tudo bem. Faz parte do jogo.